Nos idos de 1942 foi fundado em limeira um time de futebol com o nome de GRAN CLUBE, que adotou a cor vermelha, razão pela qual veio a ser chamado de diabo vermelho, agremeação essa que funcionava em sede alugada. O primeiro jogo do GRAN CLUBE aconteceu em Cascalho com uniforme emprestado e de cor verde. Depois passou a grená por influência de Henrique Savoia que jogava no amador do Juventus, de São Paulo, passando depois em definitivo para o vermelho. Nessa primeira partida do Gran Clube participou o atual conselheiro Assis Franciscatto, sendo que na semana seguinte chegou e jogou seu irmão Espéreo Franciscatto.
Na mesma época existia outro time de futebol denominado SÃO JOÃO F.C das famílias Ragazzo e Parronchi, o qual escolheu a cor verde para seu uniforme.
Outro time de futebol, o COMERCIAL F.C comprou do Asilo João Kuhl Filho um terreno para nele construir sua sede, terreno esse onde hoje se encontra o Gran São João.
O São João F.C tinha um terreno onde até há pouco tempo funcionou a Loja Estrela Dalva e o Gran Clube possuia dinheiro em caixa. Face às dificuldades encontradas pelo Comercial em pagar o terreno adquirido ao Asilo João Kuhl Filho, foi feita a fusão do Gran Clube e do São João F.C com o nome de E.C LIMEIRENSE, adotando-se as cores branca e vermelha para seu uniforme, procedendo então à compra do terreno até então pertencente ao Comercial F.C.
O nome escolhido - E.C.LIMEIRENSE - não vingou, durando apenas alguns meses, pois face ao forte bairrismo dos torcedores tanto do GRAN CLUBE como do SÃO JOÃO F.C., pois nos jogos, cada torcida gritava pelo seu antigo time. A solução encontrada foi alterar-se o nome para GRAN SÃO JOÃO, com o que se agradou ambas as torcidas, adotando- se as cores vermelho, branco e verde, cores essas imutáveis à vista do artigo 6 dos Estatutos Sociais, atualmente em vigor.
O campo construído foi no sentido paralelo a Rua Dr. Antonio Frederico Ozanan (atual entrada). A A.A.Internacional que já era uma força esportiva na época possuia seu campo com arquibancadas de madeira e o Gran, saindo na frente, construiu o primeiro lance de arquibancadas de concreto. Posteriormente o campo de futebol teve a sua localização alterada, indo para onde hoje se encontra o conjunto esportivo. Com isso as arquibancadas de concreto, já construidas, ficaram sem utilização, motivo pelo qual construiu-se, a seu lado, uma quadra para a prática de basquete e futebol de salão, obras essas demolidas para dar lugar à construção da nova sede administrativa do Clube.
O time de futebol do Gran São João profissionalizou-se vindo a sangrar-se campeão da série Governador Laudo Natel, nos idos de 1962, porém as despesas foram de tal ordem que esse título conquistado custou ao Clube a hipoteca do terreno onde se localizava seu campo de futebol.
Face à situação em que se encontrava o Clube o Presidente foi destituído assumindo uma Junta Governativa que administrou o Clube durante aproximadamente seis meses, após o que essa Junta elegeu uma nova Diretoria Executiva.
A hipoteca do Clube foi assumida, através de aval particular, por diversos diretores da época, dentre os quais cabe citar Hermindo Zanetti, João Malaman, Assis Franciscatto, Espéreo Franciscatto, João Oswaldo Della Coletta, Jorge Pileggi e outros.
O presidente da Junta Governativa foi o Sr. Ibraim Kemel que deu a idéia de se comprar um gleba de terras perto do Clube dos Estudantes área essa loteada em aproximadamente 54 lotes, sendo que as mesmas pessoas que haviam prestado aval à hipoteca do Clube, também avalisaram a compra desse terreno e cada qual adquiriu um ou dois lotes desse loteamento, sendo que com o dinheiro obtido levantaram a hipoteca do Clube.
A partir daí o sonho era transformar o time de futebol em Clube Social com a venda de títulos patrimoniais. Hoje o sonho está realizado, pois o Gran São João conta entre associados titulares e dependentes com aproximadamente 12.000 (doze mil) frequentadores.
